Pensamento Submisso

Outubro 17, 2007

Porque Hoje eu Estou Romântica :)

Arquivado em: BDSM, Entrega, Poesia, Relação D/s, Sadomasoquismo — rose @ 3:21 am

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ESCRAVA CONSTRUÍDA

Esse poema, Escrava Construída, foi retirado do site:http://br.geocities.com/bdsm_serpentes_vagalumes_fadas/escrava_construida.htm - desconheço a autoria

Sou fruto da tua construção…

Fui feita silenciosamente, dia a dia, com a precisão

da tua Engenharia…

Minha mente e minha lógica, previamente estudadas,

transformaram-se em cálculos e fórmulas de um projeto

a que chamastes de “escrava em construção”

Deletaste a palavra “renúncia” da minha mente. No

lugar dela colocastes “unidade”, porque querias uma

escrava/parceira que nunca perdesse a individualidade.

E nesse momento a primeira regra era escrita:

“Te proíbo de te anulares, te quero pensante.”

Depois era a vez da palavra “adoração” ser

deletada e substituída por “admiração”

E nesse momento aprendi que assim como as

escravas, os Doms também têm limites,

fraquezas e erros.

E escrevestes a segunda regra:

“Não me endeuse, admire-me e respeite-me

como homem, falível e com limitações”

A próxima palavra a ser deletada era

“obediência cega”.

E passastes a escrever a 3a. regra:

“Questione sempre e tudo”.

Que sentido tem o castigo, se quem o recebe

não conhece as razões?

Era chegada a vez da palavra rebeldia. E a ela

destes grande destaque.

E construístes a escrava que se rebela

quando não recebe atenção.

E assim aprendi que falta de atenção e carinho

não são castigos, mas demonstrações

de insegurança e de imaturidade.

E veio então o arremate final. Com a palavra

liberdade, quase a ofuscar todas as outras,

terminavas a minha construção.

E pela primeira vez, questionei e rebelei-me,

como fui programada por ti a reagir.

E com a maestria do Criador… me mostraste então

a personalidade final da tua criatura.

Livre, independente, rebelde, imponente e

guerreira. Incapaz de curvar-se a quem

quer que seja

Diante dessa visão, senti raiva e indignação

pelo resultado da tua construção… e quando tentei

reagir… deparei-me com o seu olhar firme e sereno

a me perguntar “Tem algo para me dizer?

… E de olhos baixos e alma curvada respondi…

“Não, Senhor…”

E com um sorriso vitorioso…assinastes e

destes nome a escrava construída e regida

pelos teus (e hoje nossos) princípios e desejos…

“O Homem que submete o corpo de sua fêmea sem cuidar, antes de ser Dono da sua mente, é um fraco.

A cadela que entrega somente seu corpo, uma estúpida”

5 Comentários »

  1. nossa…. AMEI isso.

    Comentário por simone — Outubro 25, 2008 @ 2:43 am | Responder

  2. Olá Rose,
    Fiquei extremamente honrada em ver o meu poema reproduzido aqui no seu blog.
    Eu o escrevi em dez/2003 numa homenagem ao meu primeiro Dono – Lorde Iquoom, o construtor da escrava que sou.
    beijos
    victoria

    Comentário por victoria — Julho 2, 2009 @ 3:03 pm | Responder

    • É lindíssimo seu poema victoria, a primeira vez que li seu poema…me lembro do que senti quando o li. Eu pensei: “eu quero muito viver isso”.
      Também cabe ressaltar que muito importante foi o contexto em que li seu poema pela primeira vez. Foi um Dominador a quem muito honro e respeito e a quem muito amei, o único que amei, quem o apresentou a mim, foi Ele quem me deu o link e disse: “leia”. Isso contribui consideravelmente pra eu possuir sentimentos fortes em relação ao seu poema.
      Acredito que seu poema expresse sentires comuns a muitas daquelas que exercitam em verdade a submissão, àquelas que verdaeiramente SENTEM a submissão.
      Obrigada por tê-lo escrito, obrigada pela visita ao blog e acredite, seu poema me lembra de uma época em que fui muito feliz.
      rose

      Comentário por rose — Julho 2, 2009 @ 5:35 pm | Responder

  3. Adorei o poema…simplesmente consegue descrever
    o real sentido da submissão…
    São as palavras mais bem colocadas q ja li ate hj…
    Parabéns…estou copiando e dando os devidos creditos…
    Beijos no ♥

    Comentário por Anônimo — Outubro 7, 2009 @ 4:27 pm | Responder

  4. Nossa quanta coincidência, justamente hoje citei esse poema em uma conversa.
    Por favor, ao citá-lo não se esqueça que a autoria não é minha e sim de victória que o escreveu, como ela mesma disse, em dezembro de 2003 para seu primeiro Dono Lorde Iquoom.
    Obrigada.

    Comentário por rose — Outubro 7, 2009 @ 10:11 pm | Responder


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