ESCRAVA CONSTRUÍDA
Esse poema, Escrava Construída, foi retirado do site:http://br.geocities.com/bdsm_serpentes_vagalumes_fadas/escrava_construida.htm - desconheço a autoria
Sou fruto da tua construção…
Fui feita silenciosamente, dia a dia, com a precisão
da tua Engenharia…
Minha mente e minha lógica, previamente estudadas,
transformaram-se em cálculos e fórmulas de um projeto
a que chamastes de “escrava em construção”
Deletaste a palavra “renúncia” da minha mente. No
lugar dela colocastes “unidade”, porque querias uma
escrava/parceira que nunca perdesse a individualidade.
E nesse momento a primeira regra era escrita:
“Te proíbo de te anulares, te quero pensante.”
Depois era a vez da palavra “adoração” ser
deletada e substituída por “admiração”
E nesse momento aprendi que assim como as
escravas, os Doms também têm limites,
fraquezas e erros.
E escrevestes a segunda regra:
“Não me endeuse, admire-me e respeite-me
como homem, falível e com limitações”
A próxima palavra a ser deletada era
“obediência cega”.
E passastes a escrever a 3a. regra:
“Questione sempre e tudo”.
Que sentido tem o castigo, se quem o recebe
não conhece as razões?
Era chegada a vez da palavra rebeldia. E a ela
destes grande destaque.
E construístes a escrava que se rebela
quando não recebe atenção.
E assim aprendi que falta de atenção e carinho
não são castigos, mas demonstrações
de insegurança e de imaturidade.
E veio então o arremate final. Com a palavra
liberdade, quase a ofuscar todas as outras,
terminavas a minha construção.
E pela primeira vez, questionei e rebelei-me,
como fui programada por ti a reagir.
E com a maestria do Criador… me mostraste então
a personalidade final da tua criatura.
Livre, independente, rebelde, imponente e
guerreira. Incapaz de curvar-se a quem
quer que seja
Diante dessa visão, senti raiva e indignação
pelo resultado da tua construção… e quando tentei
reagir… deparei-me com o seu olhar firme e sereno
a me perguntar “Tem algo para me dizer?
… E de olhos baixos e alma curvada respondi…
“Não, Senhor…”
E com um sorriso vitorioso…assinastes e
destes nome a escrava construída e regida
pelos teus (e hoje nossos) princípios e desejos…
“O Homem que submete o corpo de sua fêmea sem cuidar, antes de ser Dono da sua mente, é um fraco.
A cadela que entrega somente seu corpo, uma estúpida”

nossa…. AMEI isso.
Comentário por simone — Outubro 25, 2008 @ 2:43 am |
Olá Rose,
Fiquei extremamente honrada em ver o meu poema reproduzido aqui no seu blog.
Eu o escrevi em dez/2003 numa homenagem ao meu primeiro Dono – Lorde Iquoom, o construtor da escrava que sou.
beijos
victoria
Comentário por victoria — Julho 2, 2009 @ 3:03 pm |
É lindíssimo seu poema victoria, a primeira vez que li seu poema…me lembro do que senti quando o li. Eu pensei: “eu quero muito viver isso”.
Também cabe ressaltar que muito importante foi o contexto em que li seu poema pela primeira vez. Foi um Dominador a quem muito honro e respeito e a quem muito amei, o único que amei, quem o apresentou a mim, foi Ele quem me deu o link e disse: “leia”. Isso contribui consideravelmente pra eu possuir sentimentos fortes em relação ao seu poema.
Acredito que seu poema expresse sentires comuns a muitas daquelas que exercitam em verdade a submissão, àquelas que verdaeiramente SENTEM a submissão.
Obrigada por tê-lo escrito, obrigada pela visita ao blog e acredite, seu poema me lembra de uma época em que fui muito feliz.
rose
Comentário por rose — Julho 2, 2009 @ 5:35 pm |
Adorei o poema…simplesmente consegue descrever
o real sentido da submissão…
São as palavras mais bem colocadas q ja li ate hj…
Parabéns…estou copiando e dando os devidos creditos…
Beijos no ♥
Comentário por Anônimo — Outubro 7, 2009 @ 4:27 pm |
Nossa quanta coincidência, justamente hoje citei esse poema em uma conversa.
Por favor, ao citá-lo não se esqueça que a autoria não é minha e sim de victória que o escreveu, como ela mesma disse, em dezembro de 2003 para seu primeiro Dono Lorde Iquoom.
Obrigada.
Comentário por rose — Outubro 7, 2009 @ 10:11 pm |