Pensamento Submisso

Janeiro 17, 2008

Bondage, Shibari, D/s e quetais.

Arquivado em: BDSM, Entrega, Erotismo, Humilhação, Masoquismo, Sadomasoquismo — rose @ 3:10 pm

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De acordo com uma explicação técnica de um bondagista amigo meu, O Amo, a palavra Shibari significa amarração, me disse O Amo então que a prática do Shibari deveria ser chamada de Kinbaku (a arte de amarrar), mas por uma série de motivos culturais e sociais acabou-se adotando o primeiro nome.

O Shibari foi inicialmente concebido  no período Edo, na dinastia de Tokugawa que se iniciou em 1603 e teve fim em 1867. Com a chegada do fim da dinastia, um período de decadência de costumes assolou o Japão e templos eram usados pelos samurais e seus amos para a promoção de práticas sexuais, usando a técnica de aprisionar, o hojo jutsu, como ferramenta de imobilização de mulheres para uso sexual.

Ito Seiu, conhecido como o “pai do shibari” começou a estudar as técnicas usadas pelos samurais em 1908 transformando-as em uma forma de arte.

O Shibari começou a ficar mais popular a partir de 1950, através de revistas com fotos fetichistas, principalmente pelas mãos de John Willie, pseudônimo de John Alexander Scott Coutts, um pioneiro em fotos fetichistas e arte erótica voltada para o bondage.

Nos anos 60, a divulgação começou a ser maior, com a interação de culturas, principalmente entre Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão e Alemanha.

No Japão, há o uso de amarração como arte performática e em anos recentes, o estilo de amarração japonês começou a se tornar popular entre os praticantes de BDSM.

Me ensinou O Amo também que embora hoje a prática possua uma conotação estético-erótica muito forte, em sua origem ela era usada essencialmente para a humilhação. A belíssima imagem abaixo demonstra isso com clareza: a posição não é confortável, ela não está com aquela carinha plácida de modelo esquálida do tipo – tô nem aí, me fotografe - (eu particularmente odeio fotos de bondage nas quais as mulheres tem cara de paisagem, cara de ”ai que diliça!!”, ou cara de “fotografa logo, por favor”), vejo a prática sempre num contexto forte de D/s e, muitas vezes, como na foto abaixo, ou na imagem do post de ontem, do Speliotis, num contexto de SM puro. Porque acreditem vcs ou não, ser bondageada e largada em silêncio num canto, pode doer e muito… por fora e por dentro.

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