Tradução por Dragomir Boutli
Retirado do site http://br.geocities.com/cuidadoepoder/
Os problemas começaram depois que eu fui morar junto.
Ao conversar com submissas sobre suas vidas e relacionamentos, a causa mais freqüente de tristeza e dificuldade que é mencionada é a transição de um relacionamento D/s ‘não sobre o mesmo teto’, para uma relação ‘ full time sobre o mesmo teto’. Relacionamentos que pareciam funcionar perfeitamente quando limitado ao cyber espaço, aos chat rooms, e-mail e telefone, subitamente tornam-se instáveis e confusos quando duas pessoas do meio sadomasoquista começam a viver juntos em um tipo de parceria mais intensa e exigente. Há uma série de razões pelas quais isso acontece com tal freqüência.
O espaço virtual te ensina que Dominar e submeter-se são coisas fáceis e quase sempre prazerosas. Tudo que você necessita fazer pra ser um Dominador virtual muito popular e admirado é saber quando dizer aquelas frases agradáveis. Mesmo eu, uma pessoa sem qualquer desejo de dominar, poderia facilmente, ao assumir uma personalidade falsa on line, ter um enorme estábulo de submissas virtuais desmaiando por mim e brigando por minha atenção. Simplesmente porque eu sei quais as palavras certas a serem usadas. Submissas que só recentemente descobriram ou decidiram assumir sua sexualidade estão, via de regra, tão necessitadas de controle sexual e emocional, controle de qualquer tipo, que elas vão facilmente cair se você assume um comportamento severo e forte na presença virtual delas, e dá aqueles tipos de ordens sob os quais você lê na pornografia sadomasoquista. Assim, em público, se você repete todos os clichês aceitos pela comunidade sadomasoquista como alta sabedoria (novamente é muito fácil aprender quais são. Você sabe “besteiras” como São, Seguro e Consensual e “Os melhores tops começaram como bottons” e passa a repeti-los como papagaios) você alcançará uma reputação como Sado respeitável e (cof cof) amável Dominador. Um exemplo da cena.
É incrivelmente fácil dominar alguém à distância. Na verdade é tão fácil que muitos homens que não são verdadeiramente dominantes, descobriram que se eles encenam essa farsa, eles podem ter tantas escravas virtuais casuais quantas queiram. O problema acontece é quando esses tais Dominadores começam, como frequentemente fazem, a acreditar em sua própria propaganda. E começam a considerar-se como sendo super Doms, ainda que eles nunca tenham tido qualquer experiência em controlar qualquer pessoa na vida real. Tal super bobalhão, ou desculpe-me, super Dom, pensam que dominar alguém realmente na vida real é idêntico à encenação fantasiosa virtualmente sem qualquer esforço que ele leva à cabo online, ou ao telefone. Assim, considerando-se como sendo eminentemente qualificado, ele ordena que alguma pobre apaixonada submissa deixe sua casa e vá morar com ele. Quando ambos, ele e sua crédula parceira, são forçados a lidar com a realidade da Dominação e submissão, o desastre começa.
Na realidade dominar alguém que vive com você requer muito, muito mais de você do que a habilidade de criar uma fantasia sexy numa tela de computador, ou de assumir um tom severo, distribuir comandos pelo telefone ou por e-mail, para uma submissa part time, sempre obediente e obsequiosa, que passa a maior parte de sua vida em grande parte independente, sem você. Muito poucas pessoas na realidade possuem o necessário para serem Dominadores bem sucedidos. E Dominadores reais são na realidade muito raros. Já que tem muito mais gente que deseja dominar alguém sadomasoquisticamente do que pessoas que tem a habilidade de fazê-lo bem. Dominar alguém full time e em pessoa requer muito trabalho difícil da parte do Dominador. Um Dominador bem sucedido faz esse trabalho difícil porque a recompensa pra ele compensa. Esse trabalho também requer informação, até mesmo sabedoria, sobre o que ambos (Dominador e submissa) tem que fazer para que esse tipo de relacionamento funcione. Isso no presente não existe na comunidade S&M, cheia de fantasias, nem em seus materiais escritos.
Por exemplo, dominar uma submissa profunda e necessitada bem (em outras palavras, de maneira que assegure que ambos estarão felizes e satisfeitos) – mesmo uma submissa altamente motivada, sincera e obediente – requer uma habilidade para lidar com numerosos fricotes, resistências e confusões dirigidas ao parceiro da submissa, especialmente durante os primeiros anos de convivência dentro do relacionamento. Mesmo a mais profunda submissa tem tremendas dificuldades – de início – em aprender a obedecer e se submeter, porque aprender a ser uma boa submissa não é uma questão de personalidade ou de força de vontade (ainda que essas coisas ajudem). Não é uma questão de ser “suficientemente submissa”. É totalmente uma questão de treinamento e experiência. A mais obsequiosa e obediente submissa não nasceu sabendo instintivamente como servir ou como colocar as necessidades de seu Dono em primeiro lugar. Na realidade, ela é ensinada desde a infância a ser independente e a ter iniciativa. Superar um condicionamento cultural de toda a sua vida leva muito tempo; e nada na representação de fantasia que as pessoas fazem online ou no telefone as prepara para as dificuldades da verdadeira obediência na vida real, em cárater diário. A única maneira pela qual uma submissa aprende a ser uma boa submissa é através de extensa prática, ao cometer erros e aprender com eles, expressando o que não está indo bem, com um Dominador que é conhecedor e paciente, e através da assistência extensa e informada de seu parceiro dominante.
Os primeiros anos infernais de um relacionamento D/s sobre o mesmo teto requerem, em todos os casos que eu vi, muita paciência e auto controle do Dominador. Tal paciência e auto controle são sinais de maturidade, de um adulto que realmente é “crescido” e que é verdadeiramente capaz de assumir responsabilidades pela vida de outra pessoa. Quando a sua submissa esta gritando e furiosa com você porque você a esta ‘forçando’ a acordar cedo e fazer seu café da manhã, chamando você de violento, sem consideração e abusivo, é terrivelmente difícil se você não tem uma experiência bem sucedida como Dominador ou se você é emocionalmente imaturo, não ser afetado por isso ou até mesmo ferido por isso e não chicotear-lhe de volta. Mas vingar-se de uma submissa resistente ou perturbada que feriu você, distanciando-se dela física ou emocionalmente ou através de punições com raiva, ou de violências emocionais de sua parte, simplesmente vai assegurar que seu relacionamento rapidamente vai se tornar convencional em termos de poder. Sua submissa vai aprender que você não pode se controlar, que você não tem noção de como lidar com suas tentativas passivas, agressivas, ou manipulativas de resistir à você, ou que você é um covarde que foge da confrontação. Em outras palavras, ela aprende que ao invés de ser aquele Dominador lindo e maravilhoso que você aparentava ser online, você é na realidade apenas uma criancinha raivosa, assustada ou ferida, que não é mais emocionalmente maduro que ela.
Como ficará evidente, qualquer pessoa que tenta viver um relacionamento de intercâmbio de poder sobre o mesmo teto por um determinado tempo, D/s é por vezes um trabalho duro, um trabalho extenuantemente duro, e requer um individuo raro como Dominador: alguém cuja habilidade e cujas ações realmente correspondem às exigências que ele faz pra si mesmo, e alguém que considera o trabalho duro como compensador, por força das coisas que ele ou ela obtém do relacionamento.
Há alguns atributos mínimos que todo Dominador necessita ter de maneira a propiciar que um relacionamento real de intercâmbio de poder funcione. Essas são qualidades que toda submissa deveria procurar num dominante ao encontrá-lo. Muitos auto proclamados Dominadores dizem que eles tem essas qualidades extraordinárias; somente a pretensão não significa nada. O Dominador tem que estar apto à mostrar a você que ele realmente tem esses atributos. Aprender se o seu Dominador tem realmente esses requisitos básicos leva tempo: submissas que se apressam em entrar em relacionamentos de intercâmbio de poder sobre o mesmo teto, absolutos ou mesmo parciais, sem dar-se o tempo que permita determinar a qualidade da pessoa a qual elas estão concordando em se submeter, frequentemente vão pagar caro por isso mais tarde.
Abaixo estão descrições de algumas das qualificações mínimas que um Dominador que espera ser bem sucedido num relacionamento de intercâmbio de poder tem que ter. Não há aqui a intenção da completude, mas tão somente de municiar você com algumas das qualidades mais importantes a serem procuradas num parceiro dominador em potencial.
AUTO CONTROLE
Se você não pode se controlar – seus vícios, suas emoções, sua tendência a explodir – você não podenão são dirigidas a você. Elas são antes disso derivadas dos problemas dela com a submissão. Aprender a não responder narcisisticamente – ou seja, com raiva, com afronta pessoal, ferido ou na defensiva – quando ela se comporta de maneira resistente ou manipulativa, é parte do auto controle. Ao invés de hiper reagir, um Dominador auto controlado vai racionalmente e com o tempo encontrar as estratégias que vão funcionar baseados no seu conhecimento íntimo sobre a sua submissa que virão a desencorajar o comportamento e as atitudes que ele desgosta. controlar outra pessoa. Você é fraco demais e auto indulgente para controlar outro. Conforme mencionado acima, todas as submissas, mesmo as melhores, resistem ao controle por vezes. Lidar com essa resistência de maneira que encoraje o bom comportamento na submissa e ajude a treiná-la a ser uma melhor submissa e uma pessoa mais feliz, significa entender desde o início que as ações de sua submissa, ainda que você possa desgostar delas,
PERSISTÊNCIA E CAPACIDADE DE RECUPERAÇÃO EMOCIONAL
Pessoas que apenas imaginam que são Dominadoras e que subitamente se vêem na posição de ter de controlar um ser humano real face a face, frequentemente fazem uma pergunta muito reveladora: Ao ter de encarar as dificuldades iniciais de treinamento de uma submissa e superar a violência de sua confusão ou resistência, uma situação que requer tanto auto controle e maturidade de sua parte, eles frequentemente ficam se perguntando o que o Dominador afinal vai levar desse relacionamento além de trabalho duro e desgosto. Um Dominador verdadeiro nunca fica se perguntando isso seriamente. Ele sabe o que quer levar num relacionamento de intercâmbio de poder, e ele cria as condições apesar das dificuldades para que ele o obtenha. Um Dominador precisa realmente ser Dominador, precisa realmente ter uma vontade suficientemente forte de ter suas necessidades satisfeitas, de insistir que ele vai obter o que quiser do relacionamento. Ao lado disso, para alguém que é genuinamente Dominador, superar a resistência da submissa de maneira que venha a melhorar o relacionamento para ambos, é algo que apesar do desgosto que ele tem pela verdadeira resistência, ele saboreia, já que a longo prazo isso vai aumentar o seu controle.
RESPONSABILIDADE
Possuir alguém por toda a vida é um esforço muito sério. Quando você controla outra pessoa e pode fazer com ela qualquer coisa que você queira, você tem uma grande responsabilidade em relação à ela. Algumas pessoas frivolamente igualam a responsabilidade do Dominador àquela de possuir um animal de estimação, mas na realidade a tarefa é muito maior do que essa. Em termos de seriedade com a qual o Dominador precisa assumir sua responsabilidade, é mais sério inclusive do que ter um filho. Você controla essa pessoa absolutamente e assumindo que você ama a sua escreva você tem que se certificar de que as coisas que você faz – ou não faz – não são na realidade perigosas nem danosas por sua responsabilidade. Você tem que pensar primeiro, e muito cuidadosamente, antes de falar quando estiver com raiva. Você tem de considerar como cada ação que você empreende ou cada decisão que você toma afeta sua submissa assim como à você mesmo. Você tem que prever como a sua sub vai reagir a certas coisas antes que você se comprometa com elas. Você esta dirigindo o navio. Você é o único responsável. Se você realmente entende isso, você também sabe que quando as coisas dão errado ou não funcionam, não é erro da pessoa que esta indefesa diante de você e que tem que seguir suas ordens. É sua responsabilidade e somente sua.
MATURIDADE
Um Dominador tem que ser crescido, suficientemente crescido pra assumir a responsabilidade quando as coisas dão errado. Uma criança no corpo de um adulto, por outro lado, põe a culpa sobre cada coisa ruim ou cada contratempo que lhe acontece nos outros. Nada jamais é de sua responsabilidade. Sempre é a outra pessoa que estragou tudo. Uma pessoa madura também tem a paciência e disposição de esperar um longo tempo, se necessário, para que as coisas dêem certo. Certas coisas, em um intercâmbio de poder, requerem um longo tempo para serem alcançadas e um Dominador especialmente tem de ter a determinação e a força para esperar por essas coisas sem desistir ou desanimar. Uma pessoa madura esta apta a manter-se centrada. Ele não vê cada pequeno ataque ou dificuldade emocional de sua submissa como sinal de que o relacionamento não esta dando certo ou como algum sintoma do fato de que sua submissa não o ama. Um Dominador maduro também sabe como andar por sob a linha tênue entre não deixar as dificuldades emocionais da parceira submissa dominá-lo por um lado, e por outro lado, não se tornar emocionalmente distante da submissa. Uma pessoa madura tende a ter uma personalidade calma e plácida e que não se torna instável por força de cada pequeno incidente que a vida joga sobre ela. Um Dominador maduro é alguém cuja submissa pode ver como admirável, em quem ela pode se recostar, é alguém que pode ser visto como pilar de força e suporte, toda hora, não somente quando ele acha prazeroso ou fácil desempenhar esse papel. Um Dominador maduro tem um bom conhecimento da natureza humana por ter encontrado suas várias formas e sabe em geral o que dá certo e o que não dá quando se lida com uma submissa. Ele não tem que aprender tudo isso experimentando em você.
CONFIABILIDADE
Essa talvez seja a qualidade mais importante que um Dominador tem que ter. Uma pessoa que é totalmente dependente de outra e que existe tão somente para agradar essa pessoa, tem que saber que seu Dominador é confiável e coerente – e especialmente que ele é capaz de manter sua palavra. Um Dominador não é confiável só porque ele diz que é, ele é confiável quando ele prova pra você com ações consistentes por um longo período de tempo que ele faz o que ele diz que vai fazer. E quando ele diz, ele faz. E que ele te conta a verdade e não te engana. Que você pode ir até ele com seus problemas, sejam esses problemas quais forem e contar, que você vai encontrar nele compaixão e amor e que ele não vai te rejeitar justamente porque esses problemas fazem-no se sentir inseguro, confuso ou perturbado.
EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO
Ajuda imensamente se um Dominador sabe o que esta fazendo. Sabe quais as atividades são seguras e quais colocam a submissa em perigo física ou psicologicamente. Entende como conhecer sua submissa – mergulha profundamente em sua personalidade de tal forma que ele possa melhor controlá-la, sabe como mantê-la servindo à ele feliz e entusiasticamente e sabe realmente como controlar alguém. A maior parte das pessoas que querem ser Dominadores não tem a menor idéia de como fazer nada disso. Eles podem ter um pouco de sucesso ao fazer cenas fantasiosas no computador, e pensam que essa brincadeira infantilóide que qualquer um – mesmo uma submissa como eu – poderia aprender a fazer convincentemente com a prática de um par de dias, os faz experientes e universalmente dominantes. Ou eles podem aprender dos terríveis livros de aconselhamentos de etiqueta sadomasoquista no mercado que existem “métodos de treinamento” ou fórmulas que dão certo com todas as submissas. (Nada está mais distante da verdade). Ou eles podem ter ido à um par de play parties, visto as performances, levadas à cabo por indivíduos que são somente apenas um pouquinhos menos ignorantes que eles mesmos (ainda que essas pessoas geralmente vão fazer de tudo ao seu alcance para convencer você de que eles são experts em sadomasoquismo) e concluíram que realmente controlar alguém está intimamente ligado a essas cenas artificiais e encenadas feitas em grande parte para impressionar o público sobre o quão competentes ou inteligentes eles são. Aprender a controlar alguém, como superar suas resistências (toda submissa que experimenta dominação real e permanente, resiste) como lidar com cada nova situação que aparece exige uma grande dose de conhecimento e experiência e constitui-se em uma arte também. É algo complexo já que cada situação individual requer uma resposta diferente, não pré-pronta ou estereotipada. A maior parte das pessoas na cena, a maior parte daqueles que se auto intitulam dominadores e que se promovem como sábios gurus sadomasoquistas, não sabem nada sobre nada disso. Eles estão se atrapalhando no escuro. Um Dominador ou aprende esse tipo de coisa através de muitos, muitos anos na escola da dureza, ou porque aprendeu de um outro Dominador que já possui esse conhecimento.
DESEJO
É uma tristeza que muitas pessoas que se auto intitulam Dominadores hoje em dia não tem absolutamente a mínima idéia do que fazer com uma submissa uma vez que eles estejam sozinhos com ela no mesmo cômodo. Enquanto eles puderem bravatear e se jactar e fingir virtualmente ou à distância, ou por um curto período de tempo, eles vão bem. Mas uma vez que eles realmente passam a ter uma pessoa real com a qual lidar 24 horas do dia, rapidamente eles perdem todas as idéias. A maior parte dessas pessoas não tem nenhuma das qualidades essenciais descritas acima, e elas realmente não querem nenhuma das dificuldades ou das pressões que controlar alguém sempre envolve. Eles querem ser Dominadores inteiramente para inflar seus egos ou porque eles acreditam que é uma maneira fácil de conseguir com que garotas façam o que eles querem, ou porque soa muito mais prazeroso e fácil do que um relacionamento convencional. Eles não são loucos por controle. Eles não são verdadeiramente Dominadores. Se eles fossem eles iriam aceitar as pressões e dificuldades envolvidas com o controle, já que eles iriam saborear esse controle tanto que estariam dispostos a lidar com quaisquer problemas que ele venha a trazer. Alguns auto proclamados Dominadores contudo não querem na realidade controlar a vida de outro. Eles não querem possuir uma escrava (ainda que eles frequentemente acreditem que eles querem uma, até que eles a encontram) e quando confrontados com a realidade da posse, eles fogem, abandonando suas responsabilidades. A forma mais comum de fugir ou de abdicar da responsabilidade do Dominador é culpar a submissa por todos os problemas do relacionamento, fingindo que ela é totalmente responsável. Essa é a situação mais comum que eu e John ouvimos de muitas submissas que nos escrevem pra pedir conselhos.
Concordo com tudo que o moço falou aí em cima….porém…não somente no bdsm acontece isso, relacionamentos baunilhas acontecem tbm! Na vida! Todo dia, toda hora!
Simples: um homem casado esta de saco cheio da patroa em casa e quer comer carne nova….o que ele faz….descobre o mundinho bdsm, escolhe uma submissa desesperada, brinca de dominador, come ela, vai embora, daí a submissa vem com papo que o SEu Dono…blabla :”A forma mais comum de fugir ou de abdicar da responsabilidade do Dominador é culpar a submissa por todos os problemas do relacionamento, fingindo que ela é totalmente responsável. Essa é a situação mais comum que eu e John ouvimos de muitas submissas que nos escrevem pra pedir conselhos.”
Existe uma diferença bem clara no mundo dos seres humanos, independente de bdsm, baunilhas, punks e afins…. Quando uma pessoa quer se relacionar com vc de verdade verdadeira e se o amor mútuo for a fonte deste relacionamento, no frigir dos ovos tudo acabará bem…obvio com muitos questionamentos, inseguranças e blablabla, mas se tem amor, beleza.
Agora se vc entra num relacionamento onde vc se ilude com uma parceiro “mascarado” que ainda por cima finge dominar só pra te comer….meu bem isso relamente nunca vai dar certo…
Aquela história: ” Porque ele não me ligou no dia seguinte? Simples: Pq ele não estava afim”.
Assim sem rodeios.
*rose podemos trocar e-mails? Gostaria de me apresentar a vc , ok?
Abraço.
Comentário por beta — Junho 19, 2008 @ 4:03 pm |
Mas beta, estamos falando de relacionamentos BDSM, onde o que leva duas pessoas a ficarem juntas é a priori o desejo, e não o amor.
No caso o que eu acho que tem que ser avaliado é se existe desejo real de Dominar e de se submeter. E não apenas brincar de. Ou talvez, ver se ambos estão no mesmo patamar. Porque existem diversos niveis em uma relação de Dominio e submissão…
Desde uma relação virtual, sessões esporádicas, atééé uma relação 24/7 TPE que é o que a Polly vivia.
De todos os itens que ela abordou como qualidades essenciais pra um Dominador o que eu mais sinto falta nesse meio, levando em conta as minhas experiencias, é o ‘Desejo’.
Falta um pouco mais de conhecimento de si mesmo, pra saber nomear o que realmente se quer…e não nos enganarmos uns aos outros nas negociações da vida.
Um homem que se intitula Dominador, mas na verdade é puramente fetichista, gosta de Dominar só entre 4 paredes, curte puramente ordens e dominio sexual. E no mais ele NÃO DESEJA o controle.
Ou um sádico que se intitula Dominador. Ou um Dominador que na verdade é apenas sádico.
É tudo muitissimo complicado, porque nas minhas andanças no meio me deparei com inumeros homens “Dominadores” que não desejam ter real controle sobre a submissa…
como diz a Polly (e eu finalmente me senti compreendida ao ler esse texto)
“Alguns auto proclamados Dominadores contudo não querem na realidade controlar a vida de outro. Eles não querem possuir uma escrava (ainda que eles frequentemente acreditem que eles querem uma, até que eles a encontram) e quando confrontados com a realidade da posse, eles fogem, abandonando suas responsabilidades.”
Comentário por Pam — Junho 19, 2008 @ 8:48 pm |
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Obrigada beta e Pam pelos comentários!
O texto da Polly, para mim:
1- na relação sadomasoquista o foco é a necessidade física e/ou psicológica, o desejo, o tesão em se submeter ou em dominar; em bater ou em apanhar. Esse é o que deve ser levado em consideração em primeiro lugar qdo se busca esse tipo de relação.
2- entre aqueles que se denominam Dominadores, existem muitos que realmente não sentem o desejo de dominar uma vida inteira, não existe a necessidade de um dominio full time; existem sim os que desejam dominar apenas nas sessões (e isso não é errado).
3- entre aquelas que se dizem submissas, nem todas desejam entregar tudo, todos os âmbitos de sua existência na mão de um dominador, existem sim aquelas que desejam apenas entregas mais “restritas”.
4- há que se ter um certo feeling pra saber reconhecer um bom parceiro para si mesma… pelas minhas experiências em buscar, acredito que encontrar alguém que se encaixe na gente ou no qual nos encaixemos de modo perfeito, feito peça de quebra cabeças, é dificílimo e, qdo encontramos, devemos ajoelhar no milho e rezar.
5- acredito firmemente que “cabras safados” e “doms xoxoteiros” existem aos borbotões, do mesmo modo que existem mulheres que os sirva, e que muitos destes (as) qdo a relação afunda, culpam o outro ou simplesmente desaparece e muda de nick.
6- o texto da Polly se refere a um tipo de relação (TPE, meu sonho de consumo), que vale a pena ressaltar, não é a regra das relações sadomasoquistas. É uma relação na qual se fala de um Dominador que tem em si o desejo genuíno de dominar tudo, todos os âmbitos na vida de sua submissa, um ser que sente muito tesão em deter todo o controle e, em contrapartida, fala de uma submissa que tem como essência entregar tudo e Polly diz que, dentro deste contexto, são necessários certos cuidados, visto que a situação de dominação e submissão full time possui especificidades diferentes da dominação virtual ou a dominação baseada em encontros presenciais esporádicos. A autora alerta que faz-se necessário que tanto Dominador como submissa saibam encontrar seu iguais, porque os Dominadores que não desejam o dominio full time, qdo encontram uma submissa que possui essa característica, tendem a se sentirem perdidos, assustados com o tamanho da entrega e tendem a fugir, abandonando sua responsabilidade de Dominador.
7- Desta forma, penso que sim, embora existam os “cabras safados xoxoteiros que procuram sexo fácil sem responsabilidade” existe algo além denunciado nesse texto, existe a incompatibilidade de desejos como agente dificultador de manutenção das relações.
8- No texto da Polly ela não fala de amor, ela fala de tesão por Dominar ao extremo e se submeter ao extremo e fala de responsabilidade, tanto na busca pelo parceiro correto, quanto na manutenção e cuidado da relação.
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Comentário por rose — Junho 19, 2008 @ 9:50 pm |
uau! isso merecia virar outro post rs
Comentário por Pam — Junho 19, 2008 @ 10:00 pm |
Também estou a traduzir um texto de Polly Peachum (“Violence in the Garden”) no meu blog “Rubáiyát”. Escolhi esse texto, apesar da sua extensão, porque ela própria recomenda que ao abordar o site “Different Loving” se leia este texto em primeiro lugar, e porque achei que podia ajudar a resolver certas perplexidades duma mulher submissa com quem me correspondo e que não lê inglês.
No texto que você aqui publica, Polly não fala em amor, com efeito, mas sim em “vontade de possuir”. Mas no texto que eu estou a traduzir ela fala em amor, sim. E isto faz-me pensar se as duas coisas não estarão ligadas, isto é: se a vontade de servir por parte da escrava e a vontade de possuir por parte do Senhor podem durar muito se entre os dois não houver amor verdadeiro.
Comentário por Vanderdecken — Junho 21, 2008 @ 6:53 pm |
Senhor Vanderdecken, está traduzindo Violence in the Garden!?! Por favor, posso ler??? Diga que sim, por favor. Meu inglês é ridículo… quase inexistente e eu adoraria ler esse texto traduzido.
Comentário por rose — Junho 23, 2008 @ 1:00 am |
Fantástico este livro.
Comentário por Pândego Endiabrado — Dezembro 21, 2008 @ 1:15 am |