Pensamento Submisso

Outubro 21, 2009

Silêncios

Arquivado em: Experiência Pessoal, Poesia — rose @ 1:26 pm
silencio 
Do nada,
vem o silêncio que nos ensurdece.
É o momento
que o poeta descansa.
É o tempo que poucos ouvem,
do silêncio.
pedra atirada n´água
estrela caindo do céu
letras, brincando, sem véu.
O surgimento consolidado,
como cimento.
Mas, antes de existir luz e escuridão,
houve o silêncio, sem permissão.
houve o silêncio.
sonífero do tudo…
das pedras
das estrelas
das letras.
Quando se foi o silêncio
intruso passageiro
se foi o ouvir.
Do tudo,
vem o som que nos emudece.
Sandra Barbosa

2 Comentários »

  1. A linha
    percorre muda
    e veda
    o lábio
    com o selo
    do sangue
    goteja
    horas a fio
    no silêncio
    tecido
    entretecido
    entritecido
    amortecido
    em dor

    Comentário por Vânia — Outubro 24, 2009 @ 6:37 pm | Responder

  2. Amada, é você?
    Sinto tanta sua falta…

    Comentário por rose — Outubro 26, 2009 @ 11:57 am | Responder


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